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Crawler Detect

19
abr
2006

Imagine a cena: você recebe a ligação de um novo cliente, cuja provável parceria traria benefícios astronômicos para o crescimento de sua empresa. Para tanto, marca uma reunião no escritório dele, para que você apresente para toda a equipe sua proposta. Imediatamente, sai correndo, pega a chave do carro, dirige alucinadamente para chegar o mais rápido possível.

Quando chega no térreo do faraônico edifício e solicita a localização da sala de reuniões para a secretária, depara-se com um grande jogo de escadas para chegar ao quarto andar, visto que elevador é sinônimo de atrasos em encontros.

Ofegante, você se lança nos degraus, torcendo para que não tenha um ataque cardíaco (pelo menos até o fim da reunião), com um dos olhos nos pés e outro no relógio, acompanhando cada movimento do ponteiro dos segundos com enorme excitação.A subida é marcada por um bailar frenético dos pés, que causaria inveja a qualquer passista de escola de samba. Ao chegar no quarto andar, dá um jeito de manter um pouco da classe que não ficou no pé do primeiro degrau e entra na sala.

Ao abrir a porta, percebe que está no meio de pessoas de nobre estirpe financeira e tem que manter a classe. Tudo se desenrolaria muito bem, não fosse a enorme luta que estava sendo travada pelo batalhão de gotas de suor que desciam de sua cabeça e encontravam as tropas de maquiagem assustadas e recuando. Também levava em conta que você estava toda vermelha, mas as pessoas poderiam imaginar um fruto de uma visita mal realizada à praia. O problema seria explicar como alguém consegue manter-se em pé com uma respiração tão ofegante.

Tudo bem, você resolve logo levar na esportiva, tentar fazer uma piadinha do tipo “estou treinando para correr com a tocha olímpica” ou “depois que a imprensa descobriu onde ando, não largam do meu pé”. Porém, ao sentar, um sonoro “uuuuuuuuugh!!!” não deixa margem sequer para culpar uma hérnia de disco ou coisa assim. Definitivamente, você precisa de exercícios.

O excesso de tensão do dia-a-dia é fortemente sentido em nossa vida profissional. Sempre. Muitos sinais indicam que é tempo de cuidar um pouco do corpo ou que estamos quase nos tornando um “workhaolic”. O sinal mais visível é aquele dado pelo nosso próprio corpo. Quando chegamos de um dia atribulado de serviço e tocamos nosso pescoço, muitas vezes, é como se palmássemos um campo minado: certos toques quase que explodem bombas em nossos músculos e nos fazem morrer de dor. Isso, sem contar as dores nas articulações, no ombro, no punho, nas pernas...

Dores e mais dores. Ao chegar em casa e deitar na cama, podemos sentir nosso corpo falando. Algumas vezes, conversa amavelmente, agradece o dia. Algumas vezes, reclama de como estamos vivendo. Se todo o corpo lateja e dói, as costas incomodam, qualquer posição é ruim, se o pé está pesado, se a panturrilha está toda tensa e dolorida, o corpo fala. A dor é um sinal de que as coisas não andam bem, uma voz do corpo.

É importantíssimo zelar por uma vida profissional bem sucedida. Porém, a busca pelo sucesso não deve dar um caráter depreciativo ao nosso físico. É extremamente desagradável acordar, ir ao trabalho e ter que partilhar 6 ou 8 preciosas horas do dia com alguém que dormiu mal ou que reclama a todo o tempo de dor de cabeça ou repara a cada uma das varizes que aparecem, aliás, até dá nome para elas! Pior ainda é ser a pessoa que reclama, pois, além de reclamar da dor que realmente sente, logo reclamará das pessoas começarem a evitá-lo. Projetar uma imagem interessante compreende também o nível de bem estar do indivíduo. Segundo a grande gama de pesquisadores que tratam de atividade física e saúde , saúde não remete somente a corpos malhados ou academias de ginástica. Tem-se tornado consenso que a definição de saúde engloba um bem estar físico, social, mental e espiritual. Cuidar do corpo reflete diretamente no sentido de bem estar geral, incluindo a mente.
É crescente o número de pessoas que recorrem aos esportes ou ao exercício físico, por exemplo, para poderem descarregar suas tensões diárias e também estarem mais bem preparados para poderem brincar com os filhos ao invés de reclamar de dores por todo o corpo. Os horários alternativos em academias fornecem opções inusitadas, porém, interessantes, para quem quer ficar mais saudável. Passar os quarenta minutos que antecedem o trabalho em uma academia, ou sair do trabalho e fazer uma hora de hidroginástica pode ser uma boa pedida para melhorar o humor e imprimir um astral mais vivo no dia-a-dia.

Tente fazer um exercício simples: coloque o despertador para tocar cinco minutos antes do que está habituado. Quando tocar, ao invés de destrinchar o vocabulário de palavrões e tentar derrubar o despertador, dê uma boa espreguiçada... Sinta todo o corpo estendido, os grandes grupos musculares, costas, ombro, braços, peitoral, abdômen, pernas, panturrilha. Faça alguns exercícios de alongamento, sinta todo o seu corpo.

Quando chegar em casa, ao final do dia, tire cinco minutos do seu sono para repetir a série de pequenos exercícios realizados pela manhã. Depois, pare e fique atento. Seu corpo vai começar a falar...

Fabrizio Zandonadi Catenassi
Graduando do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina
Integrante do GEPEDAM – Grupo de Estudo e Pesquisa em Desenvolvimento e Aprendizagem Motora