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05
ago
2014

De acordo com dados da Jucepar, 1.352 empresas foram criadas no primeiro semestre deste ano em Londrina. No mesmo período, 416 encerraram suas atividades na cidade

    Tatiane Salvatico – JL

 

Para cada três empresas que abriram no primeiro semestre deste ano em Londrina, uma fechou no mesmo período. A proporção é baseada nos números divulgados pela Junta Comercial do Paraná (Jucepar) nesta segunda-feira (4). Segundo os dados da Junta, 1.352 empresas foram criadas na cidade contra 416 que fecharam as portas nos primeiros seis meses deste ano.

Apesar da aparente relação positiva, o doutor em administração e professor do Senai de Londrina, Edgar Menezes, pontua que a diferença entre o números de novas empresas e fechamentos tem caído gradativamente desde 2011. Naquele ano, a diferença foi de 1.231 empresas, contra 946 no primeiro semestre deste ano.

Aberturas de empresas no Paraná

Curitiba - 1.352 novas empresas ( -8,65%)

Maringá - 1.809 novas empresas (-12,95%)

Londrina - 1.352 novas empresas ( -8,65%)

Cascavel - 1.035 novas empresas ( -9,53%)

Ponta Grossa - 1.022 novas empresas ( -25,07%)

 

Empresas fechadas

Curitiba - 1.492 empresas encerradas ( -3,05 %)

Maringá - 482 empresas encerradas (-7,31%)

Londrina - 416 empresas encerradas ( -18,43%)

Ponta Grossa - 322 empresas encerradas (-5,57%)

Cascavel - 303 empresas encerradas ( -12,43%)

“Isso mostra que há uma evidente redução na planta de empresas em funcionamento na cidade. Se a esse comportamento não se reverter, a tendência é que em poucos anos o número de empresas que encerram as atividades seja maior do que os novos empreendimentos.”

Para Menezes, a redução de novas empresas abertas no primeiro semestre nos últimos anos é reflexo da falta de incentivo para o empreendedorismo regional. “Ou não existem incentivos efetivos ou os que existem não resultam no resultado esperado: dar fôlego ao mercado.”

Já o economista e professor da Faculdade Pitágoras, Flávio dos Santos, a diminuição no número de novas empresas não é tão negativa assim. Santos defende que nos últimos anos o setor econômico registrou um alto número de novas empresas porque houve um incentivo de formalização das empresas já existentes.

“Vivemos um momento posterior a esse boom de formalizações. Na verdade, não vejo que ocorreram novas aberturas efetivas. Essas empresas só se tornaram novas perante o governo por conta da formalização.”

A redução de mais de 18% de empresas que encerraram suas atividades neste primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado também é visto com um fator positivo pelo economista. Ele defende que isso ocorre porque o perfil do novo empreendedor é mais profissional.

“Hoje dia quem vai abrir uma empresa estuda melhor o mercado, busca mais informações e apoio em instituições como o Sebrae. Por isso, se arrisca menos e o resultado é a redução gradual do número de empresas fechadas ano a ano.”