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28
ago
2013

Programa é uma parceria entre Sebrae, ACIL e Observatório de Gestão Pública de Londrina que busca estimular o crescimento local

Cerca de 30 gestores de órgãos públicos e entidades locais se reuniram ontem no Auditório João Alfredo da ACIL em Londrina para conhecer melhor o Programa Compra Londrina, desenvolvido numa parceria entre Sebrae, ACIL e Observatório de Gestão Pública de Londrina.

O Compra Londrina é um programa permanente de incentivo e capacitação de empresas locais para participação em compras públicas. Através de uma ação coordenada e cooperativa de entidades e órgãos públicos e privados, os idealizadores do programa querem fomentar o desenvolvimento e a competividade das empresas londrinenses por meio da participação em licitações, pregões eletrônicos e outras modalidades definidas pela lei.

A INOVAÇÃO oferece Assessoria em Licitações para empresas que desejam terceirizar o serviço de venda de bens e serviços para órgãos públicos e Consultoria Empresarial para empresas que desejam implantar um departamento próprio de licitações.

“Com a participação de empresas locais nas compras públicas, os recursos tendem a permanecer na cidade, gerando riquezas, valores e arrecadação”, disse o consultor Sergio Ozorio, do Sebrae. Entre as vantagens da participação das empresas londrinenses no fornecimento de bens e serviços a órgãos públicos, estão o aumento da quantidade de moeda em circulação na cidade; o aumento do tempo de “residência” da moeda; o aumento da velocidade de circulação do dinheiro; e, por fim, a prosperidade econômica local.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae/Instituto Chiusoli há dois anos, apenas 28% das empresas londrinenses acompanham as vendas do setor público; 79% desconhecem o potencial de vendas dos órgãos e entidades que realizam licitações e pregões eletrônicos; 68% jamais participaram de uma compra pública; e, mesmo entre os que participaram desse tipo de compra, 73% não fizeram um planejamento prévio.

O mercado de compras públicas oferece grandes oportunidades para o empresário local. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2012, as entidades públicas da cidade gastaram R$ 31 milhões em apenas 5 produtos e 4 serviços listados pelo Sebrae. A Prefeitura de Londrina ­– que é uma entre 63 entidades de caráter público na cidade – gasta em média R$ 300 milhões em compras por ano. “Quando os empresários locais não participam das compras públicas, a maior parte desse dinheiro vai para outras cidades”, comentou o gerente do Sebrae Londrina, Heverson Feliciano.

O superintendente da ACIL, Diego Rigon Menão, informou que a entidade está criando um bureau de informações exclusivamente voltado às compras públicas. “Atuaremos como intermediários entre os empresários e os órgãos públicos, fornecendo todas as informações necessárias para facilitar a participação de empresários locais nas compras do setor público. É uma excelente janela de oportunidades que não os empreendedores, pequenos ou grandes, não devem ignorar.”

O presidente do Observatório de Londrina, Waldomiro Grade, observou que é preciso superar o mito de que empresas públicas não pagam ou pagam com atraso. “Isso é coisa do passado. Com a Lei de Responsabilidade Fiscal e os avanços tecnológicos – como o pregão eletrônico –, atrasos e irregularidades se tornaram muito mais difíceis. Quanto mais empresários locais participarem das licitações, mais teremos transparência e credibilidade no processo”, afirmou Grade.

O vice-prefeito de Londrina, Guto Bellusci, garantiu que o Município vai colocar todo empenho em estimular a participação de empresários locais nos processos licitatórios. “A adesão ao programa Compra Londrina é um compromisso assumido pelo prefeito Alexandre Kireeff”, assinalou Bellusci.

O diretor de planejamento da UTFPR em Londrina, Cassiano Andrade, deu um importante testemunho sobre os processos de compras públicas em sua instituição. “Temos 843 fornecedores cadastrados na região, mas apenas 10% dos serviços que contratamos são de empresários locais. No entanto, para determinados tipos de serviço, o fornecedor local é muito mais adequado. É preciso estimular a participação dos empresários londrinenses nas compras públicas. Hoje, em nossa instituição, não há inadimplência nem atraso de pagamento a fornecedores. A lei e a tecnologia evoluíram muito.”

Na segunda quinzena de outubro, a ACIL e o Sebrae vão realizar uma rodada de negócios em compras públicas, aproximando as duas partes interessadas: os empresários e os gestores de órgãos públicos.

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