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30
ago
2016

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Ter um chefe confiável e competente não é importante apenas para ser feliz no seu emprego atual: contar com essa figura também garante uma perspectiva de crescimento a longo prazo na sua carreira.

Nem sempre é fácil. Rodeados por pressões e insatisfações que partem de todos os lados, os líderes estão suscetíveis a erros constantes, seja na condução estratégica de um projeto, seja na gestão de pessoas.

A ficção traz exemplos positivos nesse sentido. Nesta galeria, você conhecerá 7 chefes do mundo do cinema e das séries que driblam suas próprias fraquezas e conseguem estabelecer uma relação de cumplicidade com seus liderados. 

Os personagens vão de M, a chefe de James Bond, a Philippe, cadeirante francês que constrói uma amizade com seu enfermeiro no filme "Intocáveis".

 

Irene Hastings, de "O segredo dos seus olhos":

"El secreto de sus ojos"

Ano: 2009
Diretor: Juan José Campanella

Benjamín Esposito (Ricardo Darín) trabalha no departamento de Justiça Penal em Buenos Aires, nos anos 1970, investiga um crime brutal. Para conseguir encurralar o principal suspeito, ele conta com o apoio valioso de sua chefe direta, Irene Hastings (Soledad Villamil), por quem alimenta uma paixão platônica.

Por que é uma chefe tão incrível? Irene vai na contramão das outras autoridades, que preferiam fazer “vistas grossas” ao crime, e permite que sua equipe dê seguimento ao trabalho de investigação. “Ela é muito dura, mas joga junto com o time”, diz Rodrigo Camargo, consultor de recrutamento de executivos da Talenses. Num momento decisivo da trama, Irene se arrisca pessoalmente para desmascarar o criminoso. “Quando é necessário, ela sai um pouco do papel de gestora e ajuda a equipe a atingir seu objetivo”, explica Camargo.

 

Jules Ostin, de "Um senhor estagiário":

"The intern"

Ano: 2015
Diretora: Nancy Meyers

Jules (Anne Hathaway) é a fundadora e diretora de um site de e-commerce que emprega mais de 200 pessoas. Sua rotina muda bruscamente com a chegada de Ben (Robert De Niro), um viúvo de 70 anos que se oferece para trabalhar como estagiário “sênior” em sua empresa.

Por que é uma chefe tão incrível? A convivência entre Jules e seu estagiário septuagenário é marcada por um inevitável choque de gerações. “Ela é jovem e agitada, então trabalhar num outro ritmo com uma pessoa mais velha é difícil para ela”, explica Camargo. Sua postura, no entanto, não é preconceituosa: ela é capaz de escutar Ben e aprender habilidades novas com ele. Segundo o consultor da Talenses, a liderança empática de Jules mostra que um gestor deve valorizar as diferenças que tem com seus próprios chefiados.

 

Philippe, de "Intocáveis":

"Intouchables"
Ano: 2011
Diretores: Olivier Nakache e Eric Toledano

O senegalês Driss (Omar Sy) vai trabalhar como cuidador do rico Philippe (François Cluzet), que ficou tetraplégico após um grave acidente. Não demora para que a postura rígida do milionário se choque com a personalidade irreverente do enfermeiro. Com o tempo, um forte laço de amizade começa a se delinear entre os dois.

Por que é um chefe tão incrível? Relativamente frio e distante com seus funcionários, Philippe passa por um processo de transformação após o contato com Driss. Com o tempo, torna-se mais humilde e divertido. Essa capacidade de abertura é rara e preciosa, afirma Camargo, e deve servir como exemplo para qualquer líder. Outra lição trazida pelo personagem é a importância de cultivar amizades com os liderados. “Não é apenas o caso de chamar o seu subordinado para um café ou happy hour, mas realmente estabelecer uma relação de cumplicidade com ele”, explica o consultor.

 

M, de "007 - Operação Skyfall"

"Skyfall"
Ano: 2012
Diretor: Sam Mendes

O agente secreto James Bond (Daniel Craig) e sua chefe M (Judi Dench) trabalham juntos para evitar que um HD repleto de informações confidenciais seja roubado. O laço de confiança entre os dois será testado por situações que colocarão suas vidas em risco.

Por que é uma chefe tão incrível? Presente em outros filmes da série 007, M é uma chefe que consegue exercer autoridade sem ser autoritária. “Em alguns momentos ela mostra uma faceta de ‘mãezona’, mas sabe ser firme”, diz Camargo. O caráter da diretora do serviço secreto britânico também reflete a importância da maturidade e da senioridade para um líder. “Como já viveu muita coisa, ela consegue trazer segurança para a equipe”, comenta o especialista.

 

Marty Baron, de "Spotlight - Segredos revelados":

"Spotlight"
Ano: 2015
Diretor: Tom McCarthy

Sob a batuta do editor Marty Baron, uma equipe de jornalistas do “The Boston Globe” dá início a uma extensa investigação sobre casos de pedofilia envolvendo padres. O caso é real e teve grande impacto para representantes e seguidores da Igreja Católica.

Por que é um chefe tão incrível? Baron dá plena autonomia para sua equipe, o que faz com que a investigação deslanche e entre para a história do jornalismo. Além disso, ele age de forma estratégica ao atrasar a divulgação da reportagem frente ao ataque de 11 de setembro, que havia absorvido inteiramente a atenção do público. “Ele banca a decisão de publicar a história meses mais tarde, para garantir que ela não seria ofuscada pela queda do World Trade Center”, diz Camargo. “Isso para não falar na ousadia que ele teve de tocar num tema tão delicado quanto a pedofilia na Igreja”.

 

Richard Phillips, de "Capitão Phillips"

"Captain Phillips"

Ano: 2013
Diretor: Paul Greengrass

O capitão Richard Phillips (Tom Hanks) é responsável pela condução de um cargueiro dos Estados Unidos até o Quênia. A sorte da tripulação muda quando o navio é invadido por piratas da Somália. 

Por que é um chefe tão incrível? Mesmo numa situação altamente carregada de tensão e risco à própria vida, Phillips consegue manter a calma e arquitetar um plano para salvar a tripulação e o cargueiro. “Ao contrário do capitão do Titanic, que é o primeiro a fugir quando começa o naufrágio, ele assume a responsabilidade de salvar o grupo”, comenta Camargo. O principal recurso do personagem é a inteligência emocional, uma das competências nais importantes para a liderança em tempos de crise.

 

Harry Selfridge, de "Mr. Selfridge":

"Mr. Selfridge"

Ano: 2013 – presente

Diretor: Andrew Davies

Em 1910, o empresário norte-americano Harry Selfridge (Jeremy Piven) abre uma loja de departamentos em Londres, que se torna uma das mais importantes da cidade. O empreendedor e o negócio retratados na série de fato existiram.

Por que é um chefe tão incrível? Na visão de Camargo, Selfridge é um exemplo de chefe abnegado, generoso e preocupado com seus funcionários. “Ele trabalha mais do que todo mundo, e impede que o clima pese mesmo quando as coisas vão mal”, explica o consultor. A principal lição trazida pelo personagem é o benefício trazido por líderes que não temem expressar seu lado humano diante da equipe. Apesar de pressionar os funcionários por resultados, ele sabe ser compreensivo e ajudar quando é necessário, afirma Camargo.

Fonte: www.exame.com.br

25
ago
2016

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Era uma vez um empresário, ou era um executivo? Tanto faz. Nosso príncipe era responsável por uma empresa. Estava no topo da pirâmide! Tinha trabalhado muito para chegar lá. Essa história começa muitos anos antes, quando um menino resolveu dedicar sua vida ao crescimento profissional e anos depois de muito trabalho, montou sua própria empresa, assumiu a empresa da família ou chegou à presidência de uma organização como profissional contratado. Qualquer dos caminhos demanda uma enorme dose de trabalho, muitas horas por dia, pouco descanso. Nada de fim de semana ou de férias. Trabalho, trabalho, e mais trabalho.

Num país como o nosso, essa parece uma história do “pobre menino rico”. Onde tanta gente ainda luta pela sobrevivência, que sofrimento pode ter quem vive no topo das organizações? A resposta está nas alternativas que a vida apresentou aos nossos heróis. Décadas atrás, quando eles começaram, a vida foi mostrando alternativas, os herdeiros podiam ficar fora da empresa e colher os dividendos, escolhendo uma vida mais tranquila. Os empreendedores e executivos, podiam ter seguido num emprego mais leve, trabalhando honestamente, mas saindo no horário, indo para a praia com a família todo fim de semana, mais cinema e menos aulas.

Alguma coisa nesses meninos os impeliu para uma carreira. Liderança, capacidade de trabalho, dedicação. Young, entre outros, tem lá suas explicações para o “o que” os levou a isso, já o “como chegaram lá” tem uma resposta mais simples: Esforço, basicamente esforço. Finalmente, lá estão eles, bem vestidos, respeitados, usando lindos cavalos brancos importados e sozinhos. Absurdamente sozinhos!

Havia a esperança de que as moças nos ajudassem. Com elas no topo, tudo poderia mudar. Mais inteligentes antropologicamente, pois tiveram que compensar a menor força física durante a evolução da espécie, as meninas deviam trazer um alento, reescrever essa história, talvez trazendo mais parcerias, menos solidão, mais compartilhamento, menos isolamento da liderança. Até aqui isso não ocorreu. Ainda brindamos às grandes líderes por sua dureza, à là Tacher, as damas de ferro.

Notem que “líder” é um substantivo uniforme, não há distinção entre feminino e masculino, a menos do artigo “a” ou “o”. É a morfologia a serviço da semântica. Enfim, líderes (nem o, nem a), têm dúzias de liderados, dezenas de colegas, entre fornecedores, clientes e competidores, alguns sócios e uns poucos amigos. Têm respostas para quase tudo, como uma metralhadora giratória, tomam decisões precisas sobre grandes negócios. Em um certo ponto da vida, já decidiram tanto que o processo se automatiza.

Sem demérito para eles, muitas dessas decisões nunca serão julgadas. Não há conceitos claros de certo e errado para muitas das decisões estratégicas. As alternativas não escolhidas não podem ser testadas e comparadas às decisões tomadas. Mais ainda, como no futebol, o passe muito longo faz os jogadores correrem mais, mais stress, e eventualmente levam a lindos gols... mais tarde, quem conta a história trata como “coisa de gênio”. Enfim, as decisões do dia a dia podem ser claramente certas ou erradas, as difíceis nem sempre têm esta clareza.

Mas líderes sabem disso. Nas suas reflexões consideraram tudo isso profundamente, não sem sofrimento. Passe longo ou curto, lá vão eles correndo sempre mais do que os outros, com mais stress, mais suor. Isso passa a ser um jeito de viver, sempre mais rápido e às vezes mais curto.

Liderança é um lugar solitário. Há muitas formas de lidar com isso. Uma é desconsiderar essa realidade, a intensidade dos dias ajuda a empurrar os efeitos para frente, para um tempo que por vezes nem chega. Os sobreviventes acabam colidindo com essa solidão ao se retirarem de cena. Outros a percebem mais cedo e se movimentam parar reduzir seus efeitos, buscando compartilhar suas dúvidas com outros líderes que não tenham interesse em seus negócios. Diz a lenda que Henry Ford fazia isso, mantinha um grupo de empresários de áreas não relacionadas com a dele para trocar ideias e conselhos.

A própria evolução da forma de liderança virá em socorro dos nossos heróis. Se lembrarmos do comportamento dos líderes autocratas do passado, jamais nos ocorreria que, em meio a tanta assertividade, eles vivessem “a menor sombra de dúvida”.

Interessante a associação de dúvida com sombra. Dúvida está na raiz de toda ideia brilhante. Dúvidas discutidas e enriquecidas com questionamentos devem trazer o melhor da capacidade humana de decidir. Mas, os líderes de antigamente, que têm o mérito da construção do mundo em que vivemos, pareciam isentos desses “problemas”.

Veio a liderança participativa. Bem melhor, mas ainda centrada no modelo de um indivíduo no topo, que passou a ouvir mais. Ainda solitário. A liderança compartilhada deverá resolver isso. Mas demora. Demora uma geração. Será tarde demais para os líderes de agora. Eles podem acelerar a mudança começando a compartilhar, ainda que entre pares, em lugar de junto ao seu time. Já será um enorme avanço. As decisões serão muito melhores. E os meninos trabalhadores viverão mais!

Fonte: www.administradores.com.br

22
ago
2016

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Atletas olímpicos geralmente são lembrados por vitórias e recordes. Mas são seus tombos, derrotas e passos em falso que trazem as maiores lições para a vida e para a carreira.

Segundo Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos, o esporte ensina que o verdadeiro campeão não é só aquele que conquista a medalha de ouro, mas também quem investiga, descobre e aceita seus limites — sem nunca deixar de batalhar para compensá-los de alguma forma.

Thiago Braz da Silva: aos 22 anos, ganhou a medalha de ouro após saltar 6,03 metros na disputa do salto com vara. Com isso, cravou um novo recorde olímpico. O caminho até lá foi duro: em 2014, ele sofreu uma lesão no punho esquerdo, precisou fazer uma cirurgia e teve que recomeçar os treinos aos poucos.

Para Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos, a história ensina muito sobre planejamento. “Ele controlou a ansiedade e aceitou que precisava saltar mais baixo até se recuperar da lesão”, explica. “Isso mostra a importância de criar um cronograma para atingir um objetivo, sem atropelar etapas”, explica.

Para o diretor geral da consultoria Robert Half, Fernando Mantovani, Thiago abandonou sua zona de conforto para vencer. “Ele foi atrás de um técnico novo, foi morar na Itália, decidiu se reinventar”, afirma. “Isso mostra como na carreira às vezes é preciso jogar tudo para o alto, não se acomodar”.

A participação da avó na criação do atleta, abandonado aos dois anos pelos pais, também inspira reflexões. Rígida, ela exigia que o neto fosse o melhor no esporte que escolheu. De acordo com Mantovani, a história mostra como gestores severos e “chatos” também podem ser, à sua maneira, um ótimo estímulo para o crescimento e o desenvolvimento em qualquer carreira.

Diego Hypólito: ícone da ginástica artística, levou tombos e perdeu medalhas olímpicas que pareciam certas duas vezes: uma em Pequim, em 2008, e outra em Londres, em 2012. Em luta contra a depressão, ele viveu sua redenção nos Jogos de 2016 ao conquistar a medalha de prata para o Brasil.

“Tendo passado pelo que ele passou, poucas pessoas seguiriam em frente”, diz Mantovani. A grande lição do esportista é o valor da tentativa.

A promoção que parecia iminente nunca chegou? Foi demitido após anos de dedicação a uma empresa? Estudou dia e noite para um concurso público, mas não passou? Ainda que as perdas se sucedam indefinidamente, insistir é importante. 

Segundo Pimentel, a história de Hypólito mostra como a paciência e a inteligência emocional são grandes aliadas do sucesso. Por mais acachapantes que sejam as derrotas, elas precisam ser digeridas e transformadas em energia para tentar de novo.

Rafaela Silva: vencedora da medalha de ouro no judô, cresceu na Cidade de Deus, uma das mais conhecidas favelas do Rio de Janeiro. Sua vitória veio calar uma enxurrada de críticas do público, inclusive de cunho racista.

Os preconceitos enfrentados pela atleta são uma constante também no mundo corporativo. “Ainda há muitas barreiras para a diversidade nas empresas, mas pessoas como Rafaela mostram que essa é uma luta que vale a pena lutar”, diz Mantovani.

A judoca é uma inspiração não apenas pelos obstáculos sociais e culturais que enfrentou, mas também pela própria capacidade de se aprimorar no esporte, afirma Pimentel. “Ela cometeu um erro bobo na Olimpíada de 2012 e o que fez? Reconheceu as lacunas que tinha, e foi atrás de resolvê-las”, explica ele.

Na carreira de qualquer pessoa, esse mesmo movimento é necessário: em vez de negar, ignorar ou minimizar os próprios limites, vale mais olhá-los de frente e trabalhar para suprimi-los ou compensá-los da melhor forma possível.

Felipe Wu: quem disse que os introvertidos têm menos chances de sucesso do que os extrovertidos? Para Mantovani, o primeiro medalhista do Brasil na Olimpíada de 2016, Felipe Wu, é um exemplo vivo que que os “quietinhos” podem ser extremamente eficientes.

Medalha de prata no tiro esportivo, o atleta é conhecido por sua timidez. "Ele ensina que marketing pessoal não é tudo",  diz o diretor da Robert Half. “Muitas vezes, quem faz a melhor entrega é justamente quem faz menos barulho”.

A capacidade de improviso de Wu merece atenção. “Quando apareceu o estatuto de desarmamento, ele teve muita dificuldade para conseguir armas e encontrou uma solução simples, mas muito criativa: foi se tornar sargento do Exército, para ter acesso ao seu material de treino, além de outros recursos”, afirma Pimentel. “A capacidade de improvisar e buscar parcerias para resolver um problema aparentemente insolúvel é admirável e inspiradora”.

Marta: ícone da seleção brasileira de futebol feminino, ela é um exemplo para qualquer profissional quando o assunto é liderança e trabalho em equipe. Após a derrota na partida contra a Suécia na Olimpíada, ela defendeu que o ouro importa menos do que o brilho do time.

Ela é tudo menos individualista, o que é incomum no futebol”, diz Pimentel. “Mesmo sendo uma grande estrela, ela está sempre jogando para o grupo”. A postura humilde e dedicada ao coletivo é justamente o que a torna tão querida pelas outras jogadoras e pelo público.

Outro detalhe interessante sobre a história de Marta é o fato de ela ser uma mulher de sucesso numa área tipicamente masculina. Seja no futebol, na tecnologia ou nos postos de comando das grandes empresas, a diversidade de gênero permanece um ideal longe de ser conquistado.

Segundo Mantovani, a jogadora é admirável por driblar também esse tipo de preconceito. “A vitória sobre a discriminação traz ainda mais respeito para a figura dela, e valoriza muito suas conquistas”, diz.

Arthur Zanetti: como grande parte dos atletas brasileiros, o ginasta precisou superar adversidades por falta de apoio e financiamento. Como seu esporte é particularmente caro, diz Pimentel, as dificuldades vieram em dobro.

Curiosamente, o próprio sucesso do ginasta, que conquistou o ouro nas argolas na Olimpíada de Londres em 2012, também se transformou em desafio. “Depois que você ganha, precisa ganhar de novo”, diz Mantovani. Ao contrário de outros atletas, ele não relaxou após a vitória. Independente de glórias passadas, o ginasta continua lutando para se manter no pódio.

Zanetti não repetiu o ouro em 2016, mas fez o máximo possível e conquistou o 2º lugar. Segundo Mantovani, a cor da medalha se tornou um mero detalhe. “A consciência tranquila de ter se preparado e se esforçado fez com que a prata dele tivesse gosto de ouro”, afirma. "Esse é o verdadeiro significado de uma vitória profissional".

Fonte: www.exame.abril.com.br

 

19
ago
2016

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Por algum tempo ser workaholic chegou a ser tratado como sinal de comprometimento, a ponto de hora extra ser vista pela companhia como um padrão a ser seguido. Ainda que esse perfil seja comum, estudos mostram que seu custo é mais alto do que o imaginado. O trabalho excessivo pode, ao contrário do que parece, ser um sinal de acomodação. Olhando de fora jamais se pensaria que o executivo que trabalha 12 horas por dia é um acomodado, mas ele pode estar sob a pior forma de acomodação: fazer mais do mesmo. O jogo mudou e quando o jogo muda, é preciso mudar a estratégia.

Uma reflexão importante vem de uma comparação simples: de 0 a 10, o quanto você diria que seu mercado mudou nos últimos cinco anos? Agora, com sinceridade, de 0 a 10, o quanto você mudou sua forma de trabalhar no mesmo período? Não estou perguntando quantos cursos você fez ou que ferramentas aprendeu, mas o quanto você mudou sua forma de pensar e agir.

Talvez a taxa de mudança tenha sido muito maior no seu mercado do que em sua forma de trabalhar. Jack Welch tem uma frase clássica que resume este conceito. Ele disse que “se a taxa de mudança interna é menor do que a externa, então o fim está próximo”. 

Não importa o quanto você sabe, mas o quanto você conseguiu manter sua taxa de mudança proporcional ao seu contexto. Por exemplo, se sua taxa de mudança como gerente for menor do que seus pares, seu diretor vai olhar para você como quem ‘derruba seus indicadores’, logo, seu fim estará próximo.

Se eu perguntar para executivos de uma mesma empresa se eles mudaram muito nos últimos 5 anos, talvez 90% diga que sim. Mas se eu perguntar se a taxa de mudança de seus pares, chefes e até da empresa é alta, talvez 90% diga que não.  Há uma área cega e de difícil diagnóstico na qual não enxergamos o risco real. Jim Collins, no livro “Como caem os grandes”, diz que a acomodação é como um câncer, que no estágio inicial é mais difícil de detectar, porém mais fácil de tratar. Já no estágio final é mais fácil de diagnosticar, porém bem mais difícil de tratar.

Aqui o perigo aumenta com a idade. É natural um jovem, iniciando sua carreira, ter pensamento centrado no próprio crescimento. Ele vem “vencendo os outros” desde a escola, na faculdade, na seleção (ou concurso público), entra na empresa e, finalmente, chega num cargo de liderança. Ele venceu! Bem, esse é o estágio mais fácil. 

Ao ser promovido a gestor, o técnico tem 12 horas de felicidade. Celebra com a família e se sente avançando na vida, mas, no dia seguinte,tem um desafio para o qual nunca foi preparado: lidar com gente. E vai tentar resolver novos problemas com as velhas estratégias de técnico. Faz grande parte do trabalho da equipe e cobra das pessoas assim como foi cobrado pelos seus chefes.

Ao atravessar os 40/50 anos, ele vai precisar de outra estratégia para lidar com a complexidade de seu cargo e de sua vida. Sua equipe é maior (e às vezes geograficamente dispersa), com várias gerações diferentes, seus filhos são adolescentes, seu casamento (1o, 2o ou 3o) também tem desafios complexos. Ele já não consegue colocar mais horas em seu dia e precisa de um novo modelo de trabalho.

Nesta etapa, a estratégia de “vencer os outros” apresenta sua conta. Quanto mais ‘cadáveres pelo caminho’ tiver deixado e mais aliança tiver construído, mais conseguirá desembaraçar assuntos complexos. Muitos dos seus desafios dependem de alianças com outras áreas.

As tempestades vêm tirar cada um de nós do mundo conhecido, da nossa acomodação. E aqui cabe lembrar Epicuro, filósofo e navegador grego, que nos disse: “os barcos estão seguros na baía, mas não foi para isso que eles foram feitos”.

Fonte: www.vocesa.com.br

16
ago
2016

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Um grande problema que todos nós enfrentamos em nossas carreiras é como manter em alta nosso desejo de sucesso e simultaneamente, dominar, além do medo da derrota, as injustiças a que somos submetidos. Isso nos remete aos atletas olímpicos, suas carreiras e histórias inspiradoras.

Praticar um esporte de alto desempenho é um dos maiores desafios a que alguém pode se submeter. Pois, se você não der 100% em tudo que fizer, não ganhará. Entretanto, se der 102%, ocasionará uma lesão. Nas empresas, ocorre o mesmo. A maioria não dá 100% em tudo que faz. Na verdade, alguns não dão sequer 50%. Nunca vão ganhar.

No outro extremo, há profissionais que, na ânsia de ser bem-sucedidos, ultrapassam os limites. Trabalham horas excessivas, não se cuidam e estressam todos ao seu redor. Acabam por adoecer, esgotam-se e, por vezes, fazem o mesmo com os que os cercam.

Assim como para os esportistas de elite, não é apenas o talento que conta, mas o quanto eles estudam, se aprimoram, se esforçam e possuem uma rede de apoio. São os amadores que tentam fazer tudo sozinhos; os profissionais possuem treinadores, psicólogos, médicos e fisioterapeutas, entre outros membros de sua equipe de apoio. Em sua carreira, você deve, paulatinamente, construir a mesma estrutura.

Entretanto, se você preocupar-se apenas com você mesmo e esquecer-se de avaliar as pessoas com quem compete em sua profissão, não terá sucesso. Pare para pensar na seguinte pergunta: no futebol, vale gol com a mão?

Se você respondeu que “não vale”, então sugiro rever o jogo Argentina e Inglaterra na Copa de 1986. Foi um gol de Maradona com a mão nesse jogo que deu origem à campanha de fair play da Fifa. Você deu essa resposta porque traduziu, involuntariamente, minha pergunta para: “Nas regras do futebol, vale gol com a mão?”

Deixe-me esclarecer: infelizmente, no campo ocorrem coisas que não estão escritas em regra nenhuma. Jogadores fazem gol com a mão, tentam acertar os outros com cotoveladas e tirá-los da competição de algum modo. Isso sem falar no que ocorre fora dos campos, quadras e pistas: dopings, política, competidores tentando intimidar outros nos vestiários, enfim. É quase uma guerra sem leis.

Esse é um aprendizado importantíssimo: em sua vida, você não tem condições de escolher 100% das pessoas com as quais vai se relacionar. E, infelizmente, encontrará algumas que não jogam pelas regras. Saiba identificá-las e o que fazer para que não fiquem entre você e o sucesso que deseja. Portanto, se você quiser ser bem-sucedido, terá de ser capaz de vencer todos, inclusive os que jogam fora das regras.

Lembro-me de Ayrton Senna contra Alain Prost e Jean-Marie Balestre, este então presidente da Federação Internacional de Automobilismo. Em 1989, Balestre anulou a vitória de Senna de maneira absurda, após uma colisão com Prost. Em 1990, Senna deu o troco de maneira devastadora.

Naquele ano, no Grande Prêmio de Suzuka, no Japão, a pole position foi estabelecida no lado da pista que não correspondia à trajetória dos carros na corrida e, portanto, não estava emborrachada. Isso provocava uma desvantagem para quem largasse daquele lado, pois derraparia devido à falta de aderência. Senna, então, combinou com o diretor da prova para inverter as posições.

Entretanto, para favorecer Prost, Balestre interveio e fez voltar as posições originais. Na largada, ocorreu exatamente o que Senna temia: Prost, largando em segundo, o ultrapassou. Entretanto, na primeira curva, Senna não freou e acertou em cheio o carro do francês. Ambos saíram da pista e Senna levou o campeonato.

Para vencer, você terá de vencer todos. Interesse-se em conhecer as histórias por trás dos atletas de alto desempenho, especialmente os esportistas olímpicos. Encontrará exemplos inacreditáveis de dedicação, perseverança sem fim e, por que não dizer, milagres.

Lembre-se de que os esportes surgiram porque a humanidade descobriu que há mais honra em derrotar seu oponente do que em matá-lo. Em sua profissão, você também terá de derrotar muitos. Mas, acima de tudo, terá de vencer as adversidades de sua própria vida, o medo da derrota, aqueles que dirão que você não vai conseguir e os que serão desleais para impedi-lo de chegar aos seus objetivos.

Crie sua própria história de sucesso: busque conhecimento atualizado permanentemente, desenvolva uma rede de apoio, identifique e anule os desleais. Acima de tudo, seja como os atletas olímpicos: viva como nenhum ser humano jamais viveu e como nenhum outro jamais viverá!

Vamos em frente

Fonte: www.administradores.com.br

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