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23
set
2016

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Fazer networking é muito difícil: são raros os profissionais que realmente cuidam das suas redes de contatos de forma estratégica, mesmo entre aqueles que já acumulam décadas de experiência no mercado.

Para um jovem universitário ou recém-formado, o desafio vem em dobro. Por ter tido poucas vivências profissionais até o momento, ele conhece um número reduzido de pessoas e acredita que não tem muito a oferecer a elas em troca de uma oportunidade.

No entanto, o quadro não é tão dramático quanto parece: quem está em início de carreira está em perfeitas condições para construir um círculo de contatos amplo e eficiente, diz Maurício Cardoso, co-fundador do Clube do Networking.

O primeiro passo é entender a estrutura de uma boa rede profissional. Cardoso divide a composição desse grupo em cinco categorias:

Mentores, isto é, as pessoas que já chegaram aonde você quer chegar e podem “patrocinar” a sua carreira. Professores da faculdade, altos executivos da sua área e ex-chefes são os exemplos mais típicos.

Pares, ou seja, ex-companheiros de turma e colegas de profissão de forma geral. Eles podem ser extremamente úteis para trocar dicas técnicas e solucionar problemas do dia a dia.

Juniores, pessoas que não têm os seus conhecimentos e desejam aprender com você. Elas ajudarão a divulgar os seus talentos e impulsionar a sua reputação no mercado. Não necessariamente são mais novas que você: pode ser um ex-chefe mais maduro para quem você ensina bastante sobre tecnologia.

Primos, isto é, conexões que atuam no mesmo segmento que você, mas não têm a mesma profissão. Se você é publicitário, por exemplo, um "primo" seu seria o designer. Esses contatos permitem que você saia um pouco da sua redoma e enxergue a situação do seu mercado de forma mais abrangente.

“Pontes”, ou seja, profissionais cujo trabalho não tem absolutamente nada a ver com o seu. É importante conhecer essas pessoas para tornar a sua rede maior e mais eclética, algo fundamental para encontrar conexões e oportunidades imprevistas.

De acordo com Cardoso, o ponto de partida para qualquer jovem profissional é buscar pelo menos cinco pessoas para preencher cada uma das categorias listadas acima.

Esse trabalho pode ser facilitado pelas regras a seguir:

Use a faculdade como “celeiro” de contatos

As suas primeiras experiências profissionais podem nascer de amizades feitas nos bancos da universidade. “As parcerias que você faz na faculdade servirão para o resto da vida”, diz Cardoso. “Por isso, frequente as aulas, conheça o maior número possível de pessoas e aprofunde as relações com professores, colegas, veteranos e funcionários”.  Se você já se formou e tem falado pouco com essas pessoas, é perfeitamente possível retomar o contato — e quanto antes, melhor.

Não tenha medo de comunicar os seus interesses

Como é perfeitamente esperado que um jovem profissional esteja sedento por oportunidades, não há razão para esconder as suas ambições. De acordo com Cardoso, é importante ser ousado para firmar os seus primeiros passos no mercado. Numa conversa com um ex-professor, por exemplo, diga com clareza quais são as suas necessidades, desejos e anseios. Da mesma forma, diz ele, não tenha receio de comunicar a qualidade das entregas que você pode oferecer.

Leve as suas ações na internet a sério

Todo mundo sabe que precisa dar atenção ao LinkedIn, mas até o que você publica em redes sociais como Facebook, Instagram e até WhatsApp pode ter algum impacto sobre a sua imagem profissional. Segundo Fabrício Barbirato, diretor executivo do IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos), o jovem pode e deve usar a internet para enriquecer seu networking, mas precisa tomar cuidado com sua reputação online. “Você pode perder um contato importante se publicar uma foto ou um texto inapropriado”, explica.

Frequente (muitos) eventos

Embora a internet seja um instrumento fundamental para impulsionar e preservar a sua rede de contatos, nada substitui os encontros presenciais. Além de cafés, almoços e outros encontros informais, é importante frequentar congressos, cursos, palestras e outros eventos direcionados à sua área de atuação. "Para o jovem, é vital frequentar o maior número possível de eventos profissionais”, diz Barbirato. “Esses espaços são excelentes para conhecer pessoas, trocar cartões e descobrir oportunidades”.

Busque projetos de voluntariado

Outra forma interessante de ampliar o seu networking é participar de projetos sociais ou ambientais, de preferência em alguma posição ligada à sua área de atuação. Segundo Barbirato, a experiência com o voluntariado ajuda o jovem a conhecer outros profissionais com quem compartilha valores e princípios — um tipo de afinidade que ajuda a estreitar (e muito) os seus relacionamentos.

Não tenha vergonha da sua inexperiência

Na hora de buscar conexões, uma das grandes dificuldades do jovem é puramente imaginária: ele pensa que, por estar “só começando”, será visto com desinteresse ou até desdém pelos demais profissionais. Não é verdade. “O estudante ou recém-formado tem muito a oferecer, a começar pelo brilho nos olhos”, diz Cardoso. “A inexperiência não é demérito nenhum”. Em vez de se intimidar, é melhor usar a sua “energia de novato” para inspirar e cativar as pessoas à sua volta, recomenda o especialista.

Fonte: www.exame.abril.br

19
set
2016

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 “Diversidade não é só uma frase bonitinha, é uma vantagem competitiva”, diz Daniel Borges, gerente de atração de talentos do Google Brasil. “Nossos usuários são pessoas do mundo todo, de inúmeros grupos de diversidade. Se a gente não tem profissionais aqui dentro que representem todos esses grupos, não conseguimos fazer produtos para todos”, explica.

Existe uma anedota real dentro da empresa que ilustra bem esse raciocínio. Durante dias, os engenheiros da gigante de tecnologia quebraram a cabeça diante de um problema aparentemente sem solução: aparelhos sem quaisquer problemas técnicos subiam vídeos invertidos na plataforma YouTube. Nada nos códigos apontava uma razão para os vídeos estarem de ponta-cabeça, e o caso permaneceu um mistério até que chegou nas mãos de um engenheiro canhoto.

Já adivinhou a solução do problema? Uma equipe de engenheiros destros e muito bem capacitados foi incapaz de perceber a maneira que canhotos utilizavam o celular — ao segurá-lo na mão esquerda, giravam o aparelho 180 graus, o que causava o upload problemático.

Inclusão: Para Monica Santos, Diretora de RH do Google para a América Latina, não se trata de lidar com inclusão como um problema apenas de resultados financeiros, e sim de casar essas iniciativas com uma estratégia empresarial que visa conquistar cada vez mais clientes. “Nos últimos anos, nosso foco tem sido na questão da diversidade. Não queremos pessoas muito parecidas”, ela conta.

O escopo de diversidade que Monica aborda, claro, vai muito além de destros e canhotos. A preocupação do Google está em criar uma organização diversa em termos de orientação sexual, gênero, etnia, condição socioeconômica, e inclusão de pessoas com deficiências, mirando também no desenvolvimento de produtos para esses públicos.

Não é raro que diversos produtos focados em atender necessidades de minorias tenham nascido, eles próprios, de iniciativas de membros desses grupos minoritários integrantes da equipe do Google. É o caso, por exemplo, do engenheiro de software Ken Harrenstien, que trabalha na sede da empresa em Mountain View, nos Estados Unidos. Ele, que perdeu completamente a audição quando era criança, liderou o time de tecnologia que criou a infraestrutura para que o YouTube suportasse legendas nos vídeos.

Para garantir que o ambiente de trabalho seja receptivo aos grupos mais diversos, o Google aposta da criação de comitês dentro de seus escritórios. Os comitês são grupos de funcionários focados em promover determinado aspecto ou bandeira dentro do ambiente de trabalho. No Google, existem comitês para as mais variadas questões, desde manutenção de cultura até estilos musicais. No campo da diversidade, os comitês também são numerosos (os gayglers, por exemplo, são voltados para orientação sexual) e têm a missão de zelar pela inclusão. “Os comitês discutem não só a inclusão desses profissionais aqui dentro, mas também como a diversidade pode contribuir para o negócio”, comenta Daniel. “É uma estrutura de apoio a diversidades e que também traz dividendos”.

PcD- Pessoa com Deficiência: Para Daniel, não adianta só buscar essa diversidade durante o recrutamento. “Também é necessário saber incluir as pessoas”, comenta em relação a contratação de PcD. Essa é apenas uma das etapas da inclusão da pessoa com deficiência na empresa. A permanência requer outras medidas importantes.

Desde 1991, a legislação brasileira determina que empresas com cem ou mais funcionários devem preencher uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência. Para Daniel, a política de cotas trouxe mudanças positivas ao mercado de trabalho brasileiro. No entanto, após a lei, muitas empresas vêm tratando a mão-de-obra PcD “como uma commoditie”. No Google, ele explica, a visão é outra.

Por mais que a seleção de profissionais diversos seja uma preocupação da equipe de recursos humanos, qualquer integrante da equipe deve estar completamente comprometido com a entrega de resultados. Em outras palavras, não há afrouxamento para ninguém. “O nosso comprometimento de achar talentos é inteiramente baseado em competências. Aqui no escritório do Brasil não fazemos distinção nenhuma sobre as pessoas com deficiência. Nem negativa, nem positiva. Nossa seleção é toda baseada em habilidades, e as pessoas com deficiência estão competindo em pé de igualdade com os outros candidatos”, explica.

Liderança feminina: Durante o último encontro do Fórum Econômico Mundial, Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), emitiu uma opinião que ecoa a posição do Google. “Acredito muito na ideia de que uma organização deve espelhar o seu público alvo”, disse. Baseada na informação de que cerca de 70% dos produtos para casa nos Estados Unidos são comprados por mulheres, Christine defendeu que as empresas que realizam essas vendas deveriam incluir em suas equipes e conselhos pelo menos essa proporção de funcionárias do sexo feminino. Para ela, além de um debate sobre igualdade de gêneros, essa é uma questão de inteligência empresarial.

Embora, no Google, a ideia de diversidade não se limite à questão de gêneros, é nessa frente que está um dos maiores desafios da organização — e também onde toda a indústria de tecnologia anda patinando. Segundo os números globais da empresa, 30% dos funcionários são mulheres. Nas posições de liderança, esse número cai para 22%, e, em cargos de tecnologia, para 18%.

Fonte: www.napratica.org.br

15
set
2016

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É fácil embriagar-se com o sucesso. Perder a lucidez das coisas, a coerência dos fatos ou quem sabe enlouquecer com sua própria autossuficiência. Difícil é manter a calma enquanto o mundo esmaga sua cabeça ou enquanto o chão racha diante de seus pés. A dor pode ser sua melhor amiga ao mesmo tempo em que pode ser sua pior companhia. Tudo depende do ângulo que você enxerga as coisas.

Eu penso fora da "caixa" e enxergo a dor como desafio que deve ser suplantado pela vontade de viver e não como um problema que me impossibilita de sair do lugar. Já quebrei diversas vezes a cara e, na maioria das vezes, sofri demais. Algumas vezes enterrei meus sonhos, por achar grandiosos demais para serem realizados, ledo engano.

Com o tempo você aprende, que a vida é curta demais para ficar se lamentando ou, quem sabe, passar o resto dos seus dias em cima de uma cama aos prantos, por não ter alcançado uma meta. Lembro como se fosse hoje o dia em que perdi o emprego, ao mesmo tempo em que minha mãe estava acamada, me vendo impossibilitado de fazer alguma coisa. Me senti um inútil. Mas foi aí que percebi o quão forte era. A dor que outrora ocupou parte do meu tempo, deu lugar à motivação para seguir em frente e tentar uma vez mais. 

A resiliência é a virtude dos fortes, não há vitória sem dor.

É comum ver empresários abandonarem o barco ao quebrar da primeira onda. Poucos sobrevivem nesse "oceano vermelho". Só é digno e merecedor do sucesso, "embora subjetivo e relativo", aquele que labuta até escorrer a última gota de suor. Vivemos em um mundo mascarado de mentiras, onde ouvir certas verdades chega a ser um insulto ao nosso próprio orgulho. É fácil olhar para o lado e perceber no semblante alheio o medo de arriscar ou continuar persistindo seus sonhos.

Nossa sociedade vive com os "pés atrás" e ao se envolver em um relacionamento ou, até mesmo, entrar de cabeça em uma nova empreitada empresarial, pensa 10 vezes. A dor nada mais é que um momento de transformação. É nessas horas que podemos viajar para dentro de nós mesmos, "fazer uma introspecção", a fim de reavaliar ou até mesmo quebrar os velhos paradigmas que há muito tempo se enraizaram em nosso cerne, impossibilitando nosso crescimento.

Há algum tempo, já venho acompanhando os trabalhos de um publicitário na internet, Ique Carvalho, autor do blog "The Bro Code". Há mais ou menos 5 meses, Ique rompeu um relacionamento ao qual havia, segundo ele, se entregado de corpo e alma. Como se não bastasse, seu pai havia sido diagnosticado com câncer. Ique viu sua vida virar de cabeça para baixo, mas sua dor mostrou que o lado certo para se viver naquele momento era o lado avesso.

"A história de Ique, revela um dos maiores medos que uma pessoa pode enfrentar, o medo de perder o amor de alguém. Use o medo como uma alavanca para suplantar seus desafios. Essa forma de enxergar a vida, muito impactará nas suas atitudes".

Com o tempo e o coração mais calmo, a dor enobreceu e amadureceu seus pensamentos. O mundo desse publicitário "simpático" até podia estar de cabeça para baixo. No primeiro momento, podia até estar de mãos atadas, mas coube a ele apenas observar em "time lapse" seu mundo aparentemente feliz, dando lugar, aos poucos, à própria tristeza. Mas sua resiliência e sua forma de enfrentar as dificuldades da vida fizeram a diferença nesse conturbado momento de sua vida. Da dor, brotou amor. Hoje seu blog impacta e transforma a vida de inúmeras pessoas.

A sua verdadeira força não está no seu condicionamento físico, mas sim no seu condicionamento mental, na sua forma de ver e enfrentar os problemas. Ique poderia "morrer" trancafiado dentro de sua própria dor, mas preferiu fazer dela sua melhor amiga. Podemos passar a noite inteira aos prantos, tentando organizar nossos pensamentos e superar a nossa própria dor. O que não podemos fazer, é esconder o sorriso ao nascer do sol.

Já dizia Carlos Drummond de Andrade: "a dor é um intervalo entre uma alegria e outra". Assim como na vida, nos negócios muitos se amedrontam perante as intempéries do mercado de trabalho. Amamos a zona de conforto, nos sentimos tão seguros quanto dentro de um abraço apertado. Somos avessos ao risco, porque temos medo de sofrer. 

No palco da vida ou no cenário profissional, ainda somos pedras brutas e disformes.

Precisamos ser lapidados todos os dias e a dor é melhor artesã. Achamos que tudo são flores, queremos tudo de forma fácil e rápida sem precisar correr riscos ou labutar pelo próprio sonho. Pedimos chuva, mas não estamos dispostos a enfrentar a lama. Você pode quebrar 10 vezes, sofrer, tropeçar e cair. Pode terminar um relacionamento, como também pode perder o emprego. O que você não pode perder, é sua esperança. Um dia você irá olhar para trás e descobrir que tudo valeu a pena. "É fácil se esconder dentro de si mesmo, difícil é sair e enfrentar as intempéries da vida".

Fonte: www.administradores.com.br

14
set
2016

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No dia 28 de setembro o consultor e palestrante Marco Antonio Cito, fundador e diretor da Inovação Consultoria fará uma palestra com o tema Pregão Eletrônico e as licitações: A tecnologia para sair da crise e conquistar o mercado de compras públicas.

Dos conteúdos abordados destacam-se: 
-Lei 8.666/93, 10.520/02 e 123/06; 
-Portais eletrônicos e diminuição dos custos cartoriais;
-O edital, dicas úteis e modalidades existente; 
-Dicas comerciais, relacionamento e gestão.

A palestra é uma parceria com a empresa Rui Cadete e é gratuita, mas as vagas são limitadas!

Para fazer a inscrição basta entrar no site www.ruicadete.com.br/treinamentos

Não fique de fora!

12
set
2016

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A crise econômica fez com que você ficasse desanimado para criar (ou continuar) seu próprio negócio? Talvez tudo de que você precise seja um pouco de inspiração, com base de exemplos de quem enfrentou situações bem mais adversas.

Por isso, separamos as histórias de alguns emprendedores que não davam nenhum sinal aparente de que iriam ser bem-sucedidos – mas, contra todas as expectativas, construíram impérios de sucesso nos mais diversos ramos.

Confira as histórias de empresários estrangeiros e brasileiros que começaram pequeno e viraram milionários.

 

1. Alberto Saraiva (Habib's)

Os pais de Alberto Saraiva, fundador da rede Habib’s, moravam em uma pequena aldeia de Portugal, chamada Veloza. Apesar de não passarem fome, viviam em uma casa sem geladeira, construída por pedra sobre pedra, com fogão à lenha. Procurando uma vida melhor, eles resolveram ir ao Brasil. A mãe de Saraiva estava grávida e decidiu embarcar no navio apenas depois que seu filho nascesse, em 1953 – por isso, Saraiva é português.

Sem emprego garantido, a experiência na capital de São Paulo foi dura. O pai de Saraiva resolveu se mudar para o interior, perto do Paraná, e lá revendia doces comprados na capital. Nas negociações, o filho era levado junto, e até participou de algumas. Aos 17 anos, Saraiva resolveu se mudar para São Paulo e tentar passar no curso de medicina. Ele estudava em uma escola estadual e fazia cursinho ao mesmo tempo. Um tempo depois a família resolveu acompanhá-lo, e eles moravam em uma casa no bairro do Pari, em cima de um boteco.

No terceiro ano de tentativa, Saraiva finalmente passou no vestibular. Seu pai, que administrava uma padaria, pagava os estudos. Até que, um dia, o futuro empreendedor de 20 anos descobriu que o pai tinha sido assassinado em um roubo no estabelecimento. Arrasado, Saraiva assumiu a padaria, mas a localização era ruim e os fornecedores o enganavam. Desabafando com um taxista, ouviu dele o que seu pai sempre dizia: nunca desistir.

A partir daí, Saraiva se esforçou para entender mais do negócio. Colocou os preços lá embaixo, para atrair clientela. No fim, a padaria se tornou a melhor do bairro, e essa estratégia é usada ainda hoje no Habib’s. Saraiva passou um tempo conciliando diferentes comércios e a medicina, mas preferiu a primeira opção.

Um dia, um senhor idoso veio pedir emprego ao empreendedor, contando que sabia fazer diversas comidas árabes. Saraiva contratou-o e aprendeu mais dessa culinária; em um papel, escreveu tudo que o brasileiro mais aceitava e usou sua filosofia do preço baixo. Em 1988, negociou um imóvel e abriu sua primeira unidade do Habib’s. Esse foi o começo da enorme rede de cozinha árabe.

 

2. Bill Hewlett e Dave Packard (HP)

Bill Hewlett (1913) e Dave Packard (1912) se conheceram ao estudar engenharia de rádios na Universidade de Stanford (Palo Alto, Califórnia), na década de 1930. Ambos tinham uma paixão por eletrônicos e por aventuras ao ar livre, o que fez com que virassem amigos rapidamente. Após um tempo afastados com o fim da faculdade – Hewlett foi para a pós-graduação e Packard tinha arranjado um emprego na General Electric –, os dois se reencontraram em Palo Alto e reacenderam a amizade.

Encorajados por um mentor a fundarem seu próprio negócio, os dois conseguiram 538 dólares de investimento. O montante foi usado para abrir um escritório na garagem de Packard, que tinha tamanho apenas para uma vaga de carro. Para decidir o nome da empresa, jogaram uma moeda. Hewlett ganhou e, então, a companhia ficou conhecida como Hewlett-Packard (HP).

A partir do local, os dois empreendedores fizeram desde equipamentos para a Segunda Guerra Mundial até computadores pessoais. Hoje, o jardim da casa possui uma placa fincada, que diz "O lugar de nascimento do Vale do Silício".

 

3. Henry Ford (Ford)

Aos 16 anos, o jovem Henry Ford (1863) trocou uma vida pacata na fazenda dos pais pelo cargo de aprendiz em maquinaria em Detroit, nos Estados Unidos. Após anos trabalhando com itens como motores a vapor, solitário em uma grande cidade, ele foi contratado pela Edison Illumination Company.

Na companhia de Thomas Edison, ele subiu na hierarquia até se tornar engenheiro-chefe. Mesmo assim, Ford não se contentou apenas com uma boa carreira corporativa. Durante todo esse tempo, ele trabalhou em construir uma “carruagem que não era movida por cavalos”, tanto no fundo da sua casa quanto em um porão da companhia.

Em 1896, ele construiu o que chamava de “Ford Quadrycicle”. Seu protótipo atraiu investidores e Ford montou sua própria empresa, a Ford Motor Company. Um fato curioso é que o empreendedor sempre assustava os financiadores da empresa com suas atualizações nos modelos de automóveis da Ford – ainda que eles fossem um sucesso de venda.

O negócio também ficou famoso por incorporar o conceito de linha de montagem móvel em grande escala e, ao mesmo tempo, oferecer um salário que era o dorbro da média do mercado – uma tática para fidelizar seus funcionários. Inventor prolífico, o empreendedor também registrou diversas patentes. Em 1922, metade dos carros nos Estados Unidos eram unidades do Model T, fabricado pela Ford. 

 

4. Howard Schultz (Starbucks)

Howard Schultz nasceu no Brooklyn em 1953, em Nova York, e morou em uma casa que era parte de um projeto habitacional do governo. Sua mãe era recepcionista e seu pai fazia diversos trabalhos temporários. Quando Schultz tinha sete anos, seu pai quebrou o tornozelo ao fazer uma entrega de fraldas. A assistência por invalidez era algo raro em trabalhos do tipo – nos meses seguinte, a família de Schultz não tinha recursos nem para pôr comida na mesa.

Até hoje, o empreendedor se lembra da imagem do pai sentado no sofá e sua perna com uma tala. A motivação de Schultz para ser bem sucedido é um tributi a ele, que morreu alguns anos depois do acidente.

No colegial, o futuro dono do Starbucks se esforçava nos esportes e acabou conseguindo uma bolsa para cursar a Northern Michigan University – ele foi o primeiro da sua família a ir para o ensino superior. Trabalhou na Xerox e depois na Hammarplast, em Seattle.

Na cidade, foi conhecer uma cafeteria chamada Starbucks, que estava pedindo muitas máquinas de café da empresa em que trabalhava. O encontro foi tão bem que Schultz virou diretor de marketing do negócio – o que incluía uma participação na Starbucks.

Em uma viagem a Milão, o empreendedor viu como a relação com as cafeterias era parte da vida dos italianos – e como muitos atendentes conheciam seus consumidores por nome. Ao voltar para os Estados Unidos, contou para os sócios da Starbucks a ideia de mudar a estratégia para esse tipo de serviço mais intimista.

Porém, seus colegas não concordaram e Schultz foi fundar seu próprio negócio. Em uma ironia do destino, algum tempo depois os mesmos sócios estavam vendendo a Starbucks. Schultz comprou as unidades do negócio, juntou-as com as da sua própria empresa e fundou seu império sob o nome Starbucks.

 

5. Jan Koum (WhatsApp)

Com a aquisição do WhatsApp pelo Facebook, a história do seu fundador, Jan Koum, tornou-se mais conhecida. O empreendedor nasceu em um pequeno vilarejo na Ucrânia em 1976, sendo o único filho de uma dona de casa e um gerente de construção. Impulsionados pelo ambiente político instável e pelo sentimento antissemita, a família se mudou para Mountain View, na Califórnia – mas o pai de Koum faleceu antes de poder realizar a viagem. 

Pela assistência governamental, o jovem Koum, de 16 anos, e sua mãe conseguiram um pequeno apartamento. Ela era babá e ele era responsável por limpar o chão de uma loja (além de cursar o colegial). Comprou seu primeiro computador aos 19 anos, e já tinha aprendido a usá-lo no ano anterior, comprando manuais usados de uma livraria.

Koum trabalhou por nove anos no Yahoo!, na área de anúncios – um trabalho que ele considera “depressivo”. Nele, porém, conheceu seu futuro parceiro de negócios: Brian Acton. Já com reservas financeiras, Koum saiu do Yahoo! e passou alguns anos em viagem. Em 2009, ele comprou um iPhone e desenvolveu um aplicativo de mensagens por estar frustrado com a proibição de ligações dentro da academia que frequentava e com o esquecimento frequente de sua senha no Skype, diz o Mashable. Seu tempo no Yahoo! também teria influenciado a decisão de não incluir anúncios no serviço.

Quando o WhatsApp ainda não tinha se popularizado, Koum chamou Acton para ser seu sócio – nenhum dos dois tinha sido aceito numa vaga anunciada pelo Facebook. Alguns anos depois, o aplicativo dos dois se tornaria uma sensação, atraindo o interesse até mesmo da companhia que os havia recusado. Para assinar o contrato de aquisição do WhatsApp pelo Facebook, Koum escolheu o mesmo local onde ficava na fila para coletar os “food stamps” (uma espécie de vale-alimentação).

 

6. J. K. Rowling (Harry Potter)

Joanne Rowling (1965) sempre gostou de ler. Sua paixão pela leitura influenciou sua escolha de carreira: aos seis anos, escreveu seu primeiro livro – “Rabbit”, a história de um coelho. Ela sempre soube que queria ser escritora, porém seus pais esperavam que ela tivesse uma carreira mais segura. J.K. Rowling se formou em letras clássicas.

Sete anos depois, a futura escritora passava por um período sombrio: divorciada, desempregada, com uma filha pequena para cuidar e “o mais pobre possível sem ser uma sem-teto”.

Em cafés, escrevia o rascunho de um livro enquanto seu bebê cochilava. Essa obra viria a ser o primeiro livro da série Harry Potter. Após completar o manuscrito, mandou-o para 12 editoras diferentes, e todas o recusaram. Até que, em 1996, a editora Bloomsbury fez uma oferta e publicou “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

Todos os livros da série foram best-sellers e Rowling é, hoje, uma das mulheres mais ricas do Reino Unido. Até hoje, J.K. Rowling é grata por sua época de fracasso – caso ela tivesse uma carreira estável, não teria tido incentivo suficiente para seguir o que realmente amava: escrever.

 

7. José Janguiê Bezerra Diniz (SER Educacional)

José Diniz (1964) é, hoje, dono de um dos maiores grupos educacionais do Nordeste. Sua carreira começou, porém, na função de engraxate.

De origem humilde, a família do futuro empreendedor se mudou da Paraíba para o Mato Grosso do Sul quando ele tinha oito anos de idade. Logo após chegar ao estado, Diniz começou a trabalhar como engraxate. Essa função não durou muito: ele descobriu que seus amigos faturavam mais vendendo laranjas, e embarcou nessa tentativa. O problema é que o empresário não sabia que as frutas tinham uma produção sazonal, e a tentativa foi em vão. Assim, resolveu vender picolés. E, assim, assumiu diversos trabalhos similares.

Quando Diniz tinha 14 anos, seus pais decidiram se mudar para Rondônia. "Eu queria fugir do status quo da pobreza, estudar", afirmou o presidente do grupo SER em palestra. Por isso, resolveu ir para Recife e estudou Direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Montou uma empresa de cobrança, seu primeiro negócio formal – e que acabou quebrando. Prestou concurso para ser magistrado e passou, depois de reprovações e de ter contraído tuberculose.

Alguns anos depois, em 1994, o empresário fez o que queria: criou um empreendimento educacional. Eram cursos preparatórios para concursos públicos, o embrião da SER Educacional. Em 2003, a empresa começou a oferecer cursos de graduação, pós-graduação e ensino técnico para estudantes de média e baixa renda, o que viria a ser o grande foco do grupo nos próximos anos.

 

8. Larry Ellison (Oracle)

Larry Ellison nasceu em 1944. Filho de mãe solteira, ele contraiu pneumonia quando tinha nove meses e foi adotado pelos tios de Chicago (Estados Unidos). Ellison nunca conheceu o pai biológico e só veria sua mãe biológica cinco décadas depois.

Ele não teve um contato muito forte com computadores na infância: só passou a conhecer mais sobre esse universo em sua segunda faculdade - ele tentou cursar duas vezes o ensino superior, em faculdades diferentes, e ambas as tentativas resultaram em desistência do curso.

Resolveu juntar o que tinha e se mudar para Berkeley, na Califórnia. Após anos pulando de emprego em emprego, em 1977 Larry Ellison criou sua primeira companhia, chamada Software Development Labs, após um investimento de 1,2 mil dólares. Ela se tornaria, alguns anos depois, a Oracle. A comercialização de hardware, softwares e bancos de dados chegou até mesmo a atrair a CIA, que virou cliente da empresa ainda quando ela tinha seu primeiro nome.

Essa trajetória, porém, não foi sempre crescente: perto da década de 90, Ellison quase perdeu tudo quando a Oracle entrou em falência. Depois de readequações na administração e nos produtos, o negócio se recuperou e passou a ser líder de mercado. A partir daí, a Oracle começou a fazer uma série de aquisições. Larry Ellison é o quinto homem mais rico do mundo, segundo ranking de 2015 da Forbes, ainda que tenha deixado de ser CEO da sua empresa no ano anterior ao da lista.

 

9. Ralph Lauren (marca de mesmo nome)

O estilista Ralph Lauren é conhecido principalmente pela sua marca Polo e por ser um ícone da moda. O mais novo de quatro filhos, ele nasceu em uma família de judeus da classe trabalhadora, no ano de 1939, e usava as roupas que seus irmãos já haviam usado.

Em uma entrevista, o empreendedor contou que escapava da vida ordinária com os filmes de sua infância e de sua adolescência. Atores como Gary Cooper o inspiraram muito em questão de estilo. No anuário de colegial, ele escreveu que "ser milionário" era um dos seus sonhos.

Lauren começou a trabalhar como vendedor na loja Brooks Brothers – ele chegou a cursar Administração, mas largou a faculdade no meio do curso. Ao assistir a uma partida de polo, teve a inspiração para o que viria a ser a Ralph Lauren: a alta sociedade da qual ele não fazia parte até então.

Ele passou a desenhar gravadas coloridas, indo na contramão do tradicionalismo da época. Em um ano, vendeu o equivalente a 500 mil dólares. Esse foi o começo do império da marca Ralph Lauren, que hoje vai de roupas até fragrâncias e objetos de decoração.

 

10. Steve Jobs (Apple)

Steve Jobs, ícone do empreendedorismo, nasceu no ano de 1955 em San Francisco, na Califórnia – uma área que logo seria conhecida como Vale do Silício.

Filho de dois estudantes, Jobs foi colocado para adoção quando nem nome tinha. Sua nova família era formada por uma contadora e um modificador de veículos. Ele, que se chamava Paul Jobs, ensinou o filho a montar e desmontar eletrônicos, um hobby que inspiraria muito o futuro fundador da Apple.

Na escola, Steve Jobs não se sentia motivado – um momento marcante, porém, foi quando conheceu o colega Steve Wozniak, que também se interessava por tecnologia.

Depois de entrar na faculdade, largá-la, conseguir uma vaga de designer de jogos na famosa Atari e realizar uma viagem espiritual pela Índia, Jobs e Wozniack se reencontraram. 

Os dois colegas usaram a garagem da casa de infância de Steve Jobs para fundar a Apple Computer, em 1976 – ainda que Wozniak afirme que nada foi realmente desenvolvido lá. O investimento inicial foi obtido com a venda de uma Kombi, por parte de Jobs, e uma calculadora HP, por parte de Wozniak.

Esse foi o começo da história de um empreendedor que rendeu muitas polêmicas e que revolucionou o mercado da tecnologia.

Fonte: www.exame.abril.com.br

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