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25
nov
2016

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Primeiro ponto a se saber: não existe receita de bolo

Mesmo o setor de franchising sendo um dos menos afetados pela crise, ele não está passando totalmente alheio a ela. Infelizmente, muitas redes estão enfrentando dificuldades e, nesse momento, franqueados e franqueadores parecem mais preocupados em se atacarem e culparem um ao outro pelo insucesso da rede.

De um lado, o franqueador alega que o franqueado não tem perfil adequado. Não sabe vender, não sabe lidar com pessoas, não sabe gerir financeira e operacionalmente o negócio. Do outro, o franqueado alega que não recebe o apoio e suporte adequado da marca. Não tem treinamento, a marca é fraca, não tem estrutura, não tem foco.

De fato, um dos requisitos mais importantes para credenciar uma rede de franquias ao sucesso é o perfil dos seus franqueados. Na ânsia de ganhar escala com o negócio, muitos franqueadores optam por “baixar a régua” nas exigências durante a venda das franquias. Mais tarde, essa conta aparece.

Aliás, esse é um ponto que merece atenção. De forma generalizada, o mercado trata o processo como se fosse uma venda, e não um recrutamento. O franqueado tem um papel muito importante na rede e precisa preencher alguns requisitos importantes para assumir a operação do negócio.

Para cada marca esses requisitos são diferentes. Não existe receita de bolo. Em algumas, ele precisa ter um bom perfil comercial. Em outras, precisa ser um bom gestor de pessoas. Alguns negócios demandam atenção integral, outros, parcial. Ele está realmente disposto a colocar a mão na massa no que for preciso?

Outra questão decisiva: ele conhece bem a região onde pretende atuar? Ter networking e conhecer de perto as especificidades do local é um fator determinante. Além disso, ele está mesmo disposto a seguir os padrões e regras estabelecidos pela franqueadora? Ser disciplinado nesse sentido é o primeiro passo para evitar dores de cabeça futuras para ambos os lados.

Com o franqueado preenchendo bem os requisitos da marca, é hora de verificar se a franqueadora está cumprindo seu papel. Ela oferece o apoio e suporte prometidos? Infelizmente, o que mais se vê é um desalinhamento geral das expectativas entre as partes.

Alguns franqueadores cometem o erro de não deixar claro o que será entregue para o futuro franqueado e quais são as responsabilidades dele. Presenciei situações em que o franqueador dizia para o candidato: “fique tranquilo que iremos ajudá-lo!”. Meses depois, esse franqueador recebeu uma ligação do franqueado pedindo que ele enviasse o consultor de campo da franqueadora para cobrir as suas férias.

Há outros casos ainda - como em qualquer outro mercado - em que franqueadores mal-intencionados já fazem promessas sabendo que não irão cumprir. Imagine só uma pessoa que economizou o seu dinheiro a vida toda para realizar o sonho de ter o seu próprio negócio e “cai” em uma roubada dessas? Lamentável.

Portanto, para quem quer franquear o seu negócio, pense bem no tamanho da responsabilidade que você tem. Se coloque na posição de franqueado e sempre utilize o bom senso. Não faça nada ao próximo que você não gostaria que fizessem para você.

Para os que querem adquirir uma franquia, investigue e vá a fundo nas informações. Recrute o seu franqueador. Atualmente, temos mais de três mil marcas para você escolher. Tenho certeza que há uma adequada aos seus valores éticos e necessidades. Basta ter disponibilidade e paciência para procurar.

Fonte: www.administradores.com.br

11
out
2016

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O que você precisa saber para fidelizar seus clientes?

Por mais que seja um assunto já muito falado, o valor do cliente para as organizações sempre volta à mesa de discussão com novos argumentos. A base de clientes é sim o principal ativo de uma empresa. Tanto é verdade, que fortunas são pagas na aquisição de empresas somente pelo fato de terem um volume relevante de clientes em suas carteiras.

Quem tem clientes fiéis possui uma fonte recorrente de receitas a custos muito mais baixos. E receitas recorrentes mantêm empresas de pé, mesmo em meio a crises. Isso vale muito. Responder a algumas poucas perguntas é fundamental para que você tenha sucesso em fidelizar clientes.

1. Você sabe por que seu cliente compra de você?

Você precisa compreender o comportamento de compra de seus bons clientes. Entender o que motiva o seu cliente a comprar de você é o primeiro passo para atendê-lo bem. Não falamos de compreender todos os clientes, mas aqueles que trazem bom retorno, aquele perfil em que as características de seus produtos e serviços encontram eco.

Quem são eles? Onde estão? O que esperam? São perguntas que você precisa saber responder. Elas o orientarão a estabelecer o melhor caminho para fidelizar esses clientes.

2. Você é capaz de reconhecer seu bom cliente?

Como saber que você está diante de um cliente que você quer fidelizar?

Fala-se muito na “teoria da pirâmide invertida” onde o cliente está no topo e todos os esforços devem ser destinados a ele, desde os vendedores até os líderes e gestores.

Muitas vezes você pode conhecer pessoalmente seus melhores clientes. Mas, e se isso não for possível? Como fará para reconhecê-los e dar o tratamento adequado?

3. Você trata diferente os seus clientes diferentes?

Não trate seus bons clientes, aqueles que você deseja fidelizar, da mesma forma que os demais. Mostre a eles que você os considera diferentes. Um bom cliente quer exclusividade. Faça isso.

Planeje suas estratégias levando essas diferenças em consideração. Antecipe lançamentos e ofertas e invista em conteúdo personalizado. Clientes fiéis podem responder pela maior parte do seu faturamento. Reconheça isso. Eles merecem.

4. Você acompanha os resultados de suas iniciativas? 

Você precisa monitorar o processo continuamente e avaliar como andam seus resultados. Desde a equipe de vendas até o pós-venda, verifique se suas iniciativas acontecem como esperado. Veja o que não funciona e corrija.

Use o chamado PDCA (Plan - Do - Check - Act) – Planeje, Faça, Avalie e Aja para gerenciar seus processos de relacionamento no sentido de melhorá-los sempre.

5. Você usa a tecnologia como sua aliada?

Hoje a tecnologia pode ajudá-lo com isso. Investindo muito pouco, você pode ter instrumentos para identificar quando um cliente está por perto e tratá-lo de forma diferenciada, oferecer uma promoção ou mesmo avisá-lo que um produto que ele espera chegou.

Aplicativos para gerenciamento do relacionamento com clientes poderão ajudá-lo a gerenciar seus processos de forma efetiva. Hoje, não há mais desculpas para não usar a tecnologia. Ela está disponível a preços acessíveis para qualquer tamanho de empresa.

No cenário de hoje, empresas grandes e pequenas se misturam na cobertura de seus mercados. O que faz a diferença é a capacidade que cada uma tem de atender com excelência as expectativas de seus clientes para que eles prefiram comprar de você.

Fidelizar clientes é fundamental não só para o crescimento das empresas, mas principalmente garantir sua sobrevivência. Para isso você precisa ter as respostas para estas cinco perguntas.

Fonte: www.exame.abril.com.br

23
set
2016

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Fazer networking é muito difícil: são raros os profissionais que realmente cuidam das suas redes de contatos de forma estratégica, mesmo entre aqueles que já acumulam décadas de experiência no mercado.

Para um jovem universitário ou recém-formado, o desafio vem em dobro. Por ter tido poucas vivências profissionais até o momento, ele conhece um número reduzido de pessoas e acredita que não tem muito a oferecer a elas em troca de uma oportunidade.

No entanto, o quadro não é tão dramático quanto parece: quem está em início de carreira está em perfeitas condições para construir um círculo de contatos amplo e eficiente, diz Maurício Cardoso, co-fundador do Clube do Networking.

O primeiro passo é entender a estrutura de uma boa rede profissional. Cardoso divide a composição desse grupo em cinco categorias:

Mentores, isto é, as pessoas que já chegaram aonde você quer chegar e podem “patrocinar” a sua carreira. Professores da faculdade, altos executivos da sua área e ex-chefes são os exemplos mais típicos.

Pares, ou seja, ex-companheiros de turma e colegas de profissão de forma geral. Eles podem ser extremamente úteis para trocar dicas técnicas e solucionar problemas do dia a dia.

Juniores, pessoas que não têm os seus conhecimentos e desejam aprender com você. Elas ajudarão a divulgar os seus talentos e impulsionar a sua reputação no mercado. Não necessariamente são mais novas que você: pode ser um ex-chefe mais maduro para quem você ensina bastante sobre tecnologia.

Primos, isto é, conexões que atuam no mesmo segmento que você, mas não têm a mesma profissão. Se você é publicitário, por exemplo, um "primo" seu seria o designer. Esses contatos permitem que você saia um pouco da sua redoma e enxergue a situação do seu mercado de forma mais abrangente.

“Pontes”, ou seja, profissionais cujo trabalho não tem absolutamente nada a ver com o seu. É importante conhecer essas pessoas para tornar a sua rede maior e mais eclética, algo fundamental para encontrar conexões e oportunidades imprevistas.

De acordo com Cardoso, o ponto de partida para qualquer jovem profissional é buscar pelo menos cinco pessoas para preencher cada uma das categorias listadas acima.

Esse trabalho pode ser facilitado pelas regras a seguir:

Use a faculdade como “celeiro” de contatos

As suas primeiras experiências profissionais podem nascer de amizades feitas nos bancos da universidade. “As parcerias que você faz na faculdade servirão para o resto da vida”, diz Cardoso. “Por isso, frequente as aulas, conheça o maior número possível de pessoas e aprofunde as relações com professores, colegas, veteranos e funcionários”.  Se você já se formou e tem falado pouco com essas pessoas, é perfeitamente possível retomar o contato — e quanto antes, melhor.

Não tenha medo de comunicar os seus interesses

Como é perfeitamente esperado que um jovem profissional esteja sedento por oportunidades, não há razão para esconder as suas ambições. De acordo com Cardoso, é importante ser ousado para firmar os seus primeiros passos no mercado. Numa conversa com um ex-professor, por exemplo, diga com clareza quais são as suas necessidades, desejos e anseios. Da mesma forma, diz ele, não tenha receio de comunicar a qualidade das entregas que você pode oferecer.

Leve as suas ações na internet a sério

Todo mundo sabe que precisa dar atenção ao LinkedIn, mas até o que você publica em redes sociais como Facebook, Instagram e até WhatsApp pode ter algum impacto sobre a sua imagem profissional. Segundo Fabrício Barbirato, diretor executivo do IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos), o jovem pode e deve usar a internet para enriquecer seu networking, mas precisa tomar cuidado com sua reputação online. “Você pode perder um contato importante se publicar uma foto ou um texto inapropriado”, explica.

Frequente (muitos) eventos

Embora a internet seja um instrumento fundamental para impulsionar e preservar a sua rede de contatos, nada substitui os encontros presenciais. Além de cafés, almoços e outros encontros informais, é importante frequentar congressos, cursos, palestras e outros eventos direcionados à sua área de atuação. "Para o jovem, é vital frequentar o maior número possível de eventos profissionais”, diz Barbirato. “Esses espaços são excelentes para conhecer pessoas, trocar cartões e descobrir oportunidades”.

Busque projetos de voluntariado

Outra forma interessante de ampliar o seu networking é participar de projetos sociais ou ambientais, de preferência em alguma posição ligada à sua área de atuação. Segundo Barbirato, a experiência com o voluntariado ajuda o jovem a conhecer outros profissionais com quem compartilha valores e princípios — um tipo de afinidade que ajuda a estreitar (e muito) os seus relacionamentos.

Não tenha vergonha da sua inexperiência

Na hora de buscar conexões, uma das grandes dificuldades do jovem é puramente imaginária: ele pensa que, por estar “só começando”, será visto com desinteresse ou até desdém pelos demais profissionais. Não é verdade. “O estudante ou recém-formado tem muito a oferecer, a começar pelo brilho nos olhos”, diz Cardoso. “A inexperiência não é demérito nenhum”. Em vez de se intimidar, é melhor usar a sua “energia de novato” para inspirar e cativar as pessoas à sua volta, recomenda o especialista.

Fonte: www.exame.abril.br

19
set
2016

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 “Diversidade não é só uma frase bonitinha, é uma vantagem competitiva”, diz Daniel Borges, gerente de atração de talentos do Google Brasil. “Nossos usuários são pessoas do mundo todo, de inúmeros grupos de diversidade. Se a gente não tem profissionais aqui dentro que representem todos esses grupos, não conseguimos fazer produtos para todos”, explica.

Existe uma anedota real dentro da empresa que ilustra bem esse raciocínio. Durante dias, os engenheiros da gigante de tecnologia quebraram a cabeça diante de um problema aparentemente sem solução: aparelhos sem quaisquer problemas técnicos subiam vídeos invertidos na plataforma YouTube. Nada nos códigos apontava uma razão para os vídeos estarem de ponta-cabeça, e o caso permaneceu um mistério até que chegou nas mãos de um engenheiro canhoto.

Já adivinhou a solução do problema? Uma equipe de engenheiros destros e muito bem capacitados foi incapaz de perceber a maneira que canhotos utilizavam o celular — ao segurá-lo na mão esquerda, giravam o aparelho 180 graus, o que causava o upload problemático.

Inclusão: Para Monica Santos, Diretora de RH do Google para a América Latina, não se trata de lidar com inclusão como um problema apenas de resultados financeiros, e sim de casar essas iniciativas com uma estratégia empresarial que visa conquistar cada vez mais clientes. “Nos últimos anos, nosso foco tem sido na questão da diversidade. Não queremos pessoas muito parecidas”, ela conta.

O escopo de diversidade que Monica aborda, claro, vai muito além de destros e canhotos. A preocupação do Google está em criar uma organização diversa em termos de orientação sexual, gênero, etnia, condição socioeconômica, e inclusão de pessoas com deficiências, mirando também no desenvolvimento de produtos para esses públicos.

Não é raro que diversos produtos focados em atender necessidades de minorias tenham nascido, eles próprios, de iniciativas de membros desses grupos minoritários integrantes da equipe do Google. É o caso, por exemplo, do engenheiro de software Ken Harrenstien, que trabalha na sede da empresa em Mountain View, nos Estados Unidos. Ele, que perdeu completamente a audição quando era criança, liderou o time de tecnologia que criou a infraestrutura para que o YouTube suportasse legendas nos vídeos.

Para garantir que o ambiente de trabalho seja receptivo aos grupos mais diversos, o Google aposta da criação de comitês dentro de seus escritórios. Os comitês são grupos de funcionários focados em promover determinado aspecto ou bandeira dentro do ambiente de trabalho. No Google, existem comitês para as mais variadas questões, desde manutenção de cultura até estilos musicais. No campo da diversidade, os comitês também são numerosos (os gayglers, por exemplo, são voltados para orientação sexual) e têm a missão de zelar pela inclusão. “Os comitês discutem não só a inclusão desses profissionais aqui dentro, mas também como a diversidade pode contribuir para o negócio”, comenta Daniel. “É uma estrutura de apoio a diversidades e que também traz dividendos”.

PcD- Pessoa com Deficiência: Para Daniel, não adianta só buscar essa diversidade durante o recrutamento. “Também é necessário saber incluir as pessoas”, comenta em relação a contratação de PcD. Essa é apenas uma das etapas da inclusão da pessoa com deficiência na empresa. A permanência requer outras medidas importantes.

Desde 1991, a legislação brasileira determina que empresas com cem ou mais funcionários devem preencher uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência. Para Daniel, a política de cotas trouxe mudanças positivas ao mercado de trabalho brasileiro. No entanto, após a lei, muitas empresas vêm tratando a mão-de-obra PcD “como uma commoditie”. No Google, ele explica, a visão é outra.

Por mais que a seleção de profissionais diversos seja uma preocupação da equipe de recursos humanos, qualquer integrante da equipe deve estar completamente comprometido com a entrega de resultados. Em outras palavras, não há afrouxamento para ninguém. “O nosso comprometimento de achar talentos é inteiramente baseado em competências. Aqui no escritório do Brasil não fazemos distinção nenhuma sobre as pessoas com deficiência. Nem negativa, nem positiva. Nossa seleção é toda baseada em habilidades, e as pessoas com deficiência estão competindo em pé de igualdade com os outros candidatos”, explica.

Liderança feminina: Durante o último encontro do Fórum Econômico Mundial, Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), emitiu uma opinião que ecoa a posição do Google. “Acredito muito na ideia de que uma organização deve espelhar o seu público alvo”, disse. Baseada na informação de que cerca de 70% dos produtos para casa nos Estados Unidos são comprados por mulheres, Christine defendeu que as empresas que realizam essas vendas deveriam incluir em suas equipes e conselhos pelo menos essa proporção de funcionárias do sexo feminino. Para ela, além de um debate sobre igualdade de gêneros, essa é uma questão de inteligência empresarial.

Embora, no Google, a ideia de diversidade não se limite à questão de gêneros, é nessa frente que está um dos maiores desafios da organização — e também onde toda a indústria de tecnologia anda patinando. Segundo os números globais da empresa, 30% dos funcionários são mulheres. Nas posições de liderança, esse número cai para 22%, e, em cargos de tecnologia, para 18%.

Fonte: www.napratica.org.br

15
set
2016

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É fácil embriagar-se com o sucesso. Perder a lucidez das coisas, a coerência dos fatos ou quem sabe enlouquecer com sua própria autossuficiência. Difícil é manter a calma enquanto o mundo esmaga sua cabeça ou enquanto o chão racha diante de seus pés. A dor pode ser sua melhor amiga ao mesmo tempo em que pode ser sua pior companhia. Tudo depende do ângulo que você enxerga as coisas.

Eu penso fora da "caixa" e enxergo a dor como desafio que deve ser suplantado pela vontade de viver e não como um problema que me impossibilita de sair do lugar. Já quebrei diversas vezes a cara e, na maioria das vezes, sofri demais. Algumas vezes enterrei meus sonhos, por achar grandiosos demais para serem realizados, ledo engano.

Com o tempo você aprende, que a vida é curta demais para ficar se lamentando ou, quem sabe, passar o resto dos seus dias em cima de uma cama aos prantos, por não ter alcançado uma meta. Lembro como se fosse hoje o dia em que perdi o emprego, ao mesmo tempo em que minha mãe estava acamada, me vendo impossibilitado de fazer alguma coisa. Me senti um inútil. Mas foi aí que percebi o quão forte era. A dor que outrora ocupou parte do meu tempo, deu lugar à motivação para seguir em frente e tentar uma vez mais. 

A resiliência é a virtude dos fortes, não há vitória sem dor.

É comum ver empresários abandonarem o barco ao quebrar da primeira onda. Poucos sobrevivem nesse "oceano vermelho". Só é digno e merecedor do sucesso, "embora subjetivo e relativo", aquele que labuta até escorrer a última gota de suor. Vivemos em um mundo mascarado de mentiras, onde ouvir certas verdades chega a ser um insulto ao nosso próprio orgulho. É fácil olhar para o lado e perceber no semblante alheio o medo de arriscar ou continuar persistindo seus sonhos.

Nossa sociedade vive com os "pés atrás" e ao se envolver em um relacionamento ou, até mesmo, entrar de cabeça em uma nova empreitada empresarial, pensa 10 vezes. A dor nada mais é que um momento de transformação. É nessas horas que podemos viajar para dentro de nós mesmos, "fazer uma introspecção", a fim de reavaliar ou até mesmo quebrar os velhos paradigmas que há muito tempo se enraizaram em nosso cerne, impossibilitando nosso crescimento.

Há algum tempo, já venho acompanhando os trabalhos de um publicitário na internet, Ique Carvalho, autor do blog "The Bro Code". Há mais ou menos 5 meses, Ique rompeu um relacionamento ao qual havia, segundo ele, se entregado de corpo e alma. Como se não bastasse, seu pai havia sido diagnosticado com câncer. Ique viu sua vida virar de cabeça para baixo, mas sua dor mostrou que o lado certo para se viver naquele momento era o lado avesso.

"A história de Ique, revela um dos maiores medos que uma pessoa pode enfrentar, o medo de perder o amor de alguém. Use o medo como uma alavanca para suplantar seus desafios. Essa forma de enxergar a vida, muito impactará nas suas atitudes".

Com o tempo e o coração mais calmo, a dor enobreceu e amadureceu seus pensamentos. O mundo desse publicitário "simpático" até podia estar de cabeça para baixo. No primeiro momento, podia até estar de mãos atadas, mas coube a ele apenas observar em "time lapse" seu mundo aparentemente feliz, dando lugar, aos poucos, à própria tristeza. Mas sua resiliência e sua forma de enfrentar as dificuldades da vida fizeram a diferença nesse conturbado momento de sua vida. Da dor, brotou amor. Hoje seu blog impacta e transforma a vida de inúmeras pessoas.

A sua verdadeira força não está no seu condicionamento físico, mas sim no seu condicionamento mental, na sua forma de ver e enfrentar os problemas. Ique poderia "morrer" trancafiado dentro de sua própria dor, mas preferiu fazer dela sua melhor amiga. Podemos passar a noite inteira aos prantos, tentando organizar nossos pensamentos e superar a nossa própria dor. O que não podemos fazer, é esconder o sorriso ao nascer do sol.

Já dizia Carlos Drummond de Andrade: "a dor é um intervalo entre uma alegria e outra". Assim como na vida, nos negócios muitos se amedrontam perante as intempéries do mercado de trabalho. Amamos a zona de conforto, nos sentimos tão seguros quanto dentro de um abraço apertado. Somos avessos ao risco, porque temos medo de sofrer. 

No palco da vida ou no cenário profissional, ainda somos pedras brutas e disformes.

Precisamos ser lapidados todos os dias e a dor é melhor artesã. Achamos que tudo são flores, queremos tudo de forma fácil e rápida sem precisar correr riscos ou labutar pelo próprio sonho. Pedimos chuva, mas não estamos dispostos a enfrentar a lama. Você pode quebrar 10 vezes, sofrer, tropeçar e cair. Pode terminar um relacionamento, como também pode perder o emprego. O que você não pode perder, é sua esperança. Um dia você irá olhar para trás e descobrir que tudo valeu a pena. "É fácil se esconder dentro de si mesmo, difícil é sair e enfrentar as intempéries da vida".

Fonte: www.administradores.com.br

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